Que mordida é essa?





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Vicente vai para a escolinha desde os 6 meses, eu trabalho e não teve jeito, sofri, chorei e percebi que o sofrimento maior era meu do que dele, que sempre fica muito feliz curtindo os amigos e todas as atividades da escolinha!



Estava indo tudo bem até que um belo dia ele chegou com uma mordida no braço! Não era uma mordidinha, era a senhora mordida, pra mim foi um susto, já que não tinha olhado a agenda com a observação da professora. Erro meu, nunca mais deixei de olhar as anotações, faço isso assim que chegamos em casa!



Bem, vamos a mordida. Estávamos ali, eu, meu marido e meu menino, nos preparando para o banho, quando vimos, meu Deus, aquela mordida doeu em mim, e eu fiquei desesperada, sai do banheiro e comecei a chorar! Na agenda não falava quem tinha sido o monstro que mordeu o meu filhinho, coitadinho, tão desprotegido! E eu no primeiro momento fiquei revoltada, falava pro Vicente, quem te mordeu, quem te mordeu, como se isso fosse mudar alguma coisa em nossas vidas, como se mordida fosse desaparecer como uma mágica.



Então lá fomos nós entender o que aconteceu e ainda tentar descobrir quem tinha feito aquilo com o meu filhinho. Na escola eles explicaram que o meu filho "desprotegido” não sabe pedir os brinquedo e  não gosta de dividir, então a reação do coleguinha, quando ele arranca o brinquedo da mão, é de sempre morder.



Bem, eu percebi que a vida na escola é assim mesmo, e que meu filho não era tão indefeso assim. As mordidas voltaram a aparecer, só que dessa vez, o Vicente já contou o que tinha acontecido e quem tinha sido o responsável pela mordida. Infelizmente, o autor era sempre a mesma criança. E eu me senti perdida, sem saber como agir, afinal, o Vicente também estava agindo de forma errada.
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E nesses momentos que a gente percebe como é bom ter o apoio de uma profissional. A pedagoga da escola nos chamou para conversar e explicar que eles estavam tomando as providências para acabar com as mordidas e que o menininho mordedor estava passando por um momento de transição. Ele estava sentindo muita falta de uma amiguinha que trocou de turma. Ela falou tantas coisas que ao final da conversa eu já estava me colocando do outro lado. E se o mordedor fosse o Vicente? Como eu ia fazer? Como eu ia me sentir? Fiquei triste pelo Vicente,  pelo coleguinha e, claro, pensei na mãe, que devia estar muito mal, já que o menino estava mordendo todas as crianças da sala.

No dia seguinte da reunião, quando fui deixar o Vicente na escola, o menininho chegou perto, me olhou e eu senti uma vontade de dar um abraço nele. As professoras perceberam e falaram pra ele: “Essa é a mamãe do Vicente, ela gosta muito de carinho” e ele me deu o abraço.



Um mês já passou e o Vicente não levou mais nenhuma mordida, acho que as coisas acalmaram, assim como o meu coração, que agora está mais tranquilo.

Bem, comigo foi assim, e você, como reagiu quando viu o seu filho passar por algum momento como esse?





Comentários
18 Comentários

18 comentários:

  1. Nossa, que situação. Imagino como você deve ter se sentido ao ver a mordida.
    Quando minha filha caiu por que um menininho empurrou ela, e ela acabou fraturando o braço... nossaaaaaaa que terror.
    Mas é isso, temos que entender que situação a outra criança está passando também. O problema é que tem pais que não enxergam, ou não querem enxergar que seu filho está com problemas e por isso não estão nem aí se eles estão machucando outros.

    Bjs,
    www.soumae.org

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  2. Ai amiga nunca aconteceu isso aqui com os meus filhos, mais sei que não deve ter sido fácil pra vc.
    Eu sempre me coloco do outro lado, afinal crianças tem reações surpreendentes e pensaria como vc e se fosse o meu.
    Que bom que tudo passou
    Bjs
    Inspiração Materna

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  3. Primeiro parabéns pelo Blog eu sou super fã...
    Eu passei por isso com o Victor. Eu estava do lado oposto, eu era a Mãe do mordedor. Já sai chorando compulsivamente da escola (quando ele tinha apenas 3 anos) depois de ver um amiguinho dele que foi mordido no rosto. Eu pensava – que porcaria de mãe que eu sou e onde eu estou errando. Me coloquei no lugar da mãe daquele menino que também trabalhava o dia todo e imaginei a revolta dela chegando em casa e vendo aquela mordida no rosto do pequeno dela (detalhe que neste dia ele tinha mordido duas crianças. Fui chamada pela Diretora da escola e procurei ajuda de psicóloga e de pedagogas (amigas e ex professoras do Victor) e descobri que o mais importante naquele momento era que o Victor não fosse estigmatizado como o Menino Mordedor e descobrimos que ele agia assim pois estava passando por mudanças sérias (minha separação com o pai dele e mudança de escola). Enfim, após muitas conversas e explicações, conseguimos vencer e o lado carinhoso do Victor predominou. Hoje ao invés de mordedor ele é o Menino do abraço e do beijo gostoso. Beijocas pra você e para o gostoso do Vicente.

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  4. Nossa, imagino sua aflição, a Lara era a mordedora, quando estava na idade, e eu ficava tentando explicar as pessoas que aquilo era coisa de criança, que ela não fazia por mal, mas por mecanismo de defesa. Pois quando alguém a empurrava ou retirava algo de sua mãe bruscamente ela lascava o dente. E a pessoa não entendi, brigava, até xingaram ela uma vez, tadinha! Sei que estar em qualquer um dos lados não é bom, mas somos mães né? Ainda bem que é tudo fase e que passa.
    Beijos

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  5. Que situação difícil, já me imaginei em seu lugar. Acho que na primeira vez eu iria como louca na escola e choraria muito acho até que iria me culpar. Mas que bom que apos a conversa com a pedagoga a situação tomou outro. rumo.
    Beijos
    Adri
    www.mamaesfacilidadesedicas.com

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  6. Nossa que chato mesmo!
    Na escolinha da Luma tinha muito disso .. mas felizmente com ela nunca houve isso não .. lembro que a professora falava nas reuniões .. Luma é muito querida .. nunca foi mordida por ninguém... fiquei pasma com isso ao ver que era normal cotidiano ...

    ✿*´¨)*
    ¸.•*¸.• ✿´¨).• ✿¨)
    (¸.•´*(¸.•´ Roberta Aquino
    Tal Mãe, Tal Filha Blog

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  7. Aqui Liam ainda não foi para a escolinha, mas tenho consciencia que isso pode acontecer e haja respiração parar parar, pensar bem, analisar, procurar saber, por que é complicado mesmo, um dia nosso filho é mordido e no outro pode morder!

    To seguindo seu cantinho, adorei :D

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  8. amiga queria ter essa mente boa assim
    a minha reação não foi boa não
    cheguei na reunião arrasada
    e com raiva, e continuaram minha pequena vinha mordida
    e eram sem motivos uma vez presenciei mas reparei
    que a professora não vez nada
    acho que isso pra mim foi o pior
    que eu esteja mas preparada pra a Gabi rs
    Linda Noite
    beijokas da Nanda

    Mamãe de Duas
    Google+Nanda

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  9. Infelizmente isso acontece, o Rafa tbm levou uma mordida mês passado. Acho que doeu mais em mim no que nele, pq chorei fiquei arrasa me senti impotente.Conversei na escola e tudo se resolveu. Mas doi ver nosso filhos machucados.
    Parabéns pela atitude
    bjcas
    http://estou-crescendo.blogspot.com.br/

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  10. Isso acontece mesmo e cada ano uma trabalho a ser feito por nós educadoras.
    Muita calma e conversa nessa hora.

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  11. Que situação menina
    Só quem vive que sabe
    essas experiências para é muito boa saber
    A minha já estar quase indo para a escola
    E peço a Deus para isso não acontecer
    Bjus
    http://segredosdaluma.blogspot.com.br/

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  12. Lucas chegou mordido apenas uma vez, mas fui avisada quando fui buscar, acredito que faz parte, claro que ficamos chateadas, mas quase todas as crianças passam por essa fase de morder. Meu menino nunca mordeu na escola, mas já me mordeu uma vez quando menor que ficou roxo.

    beijos

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  13. Nossa deve ser muito ruim.
    Moro de medo de acontecer isso com minha filha. Ai porque temos que passar por isso :(

    Beijos
    Geri Ferreira
    www.encantodemeninablog.com

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  14. Amiga... é de cortar o coração... mais precisamos sim saber de toda a história e muitas vezes assim como foi contigo nossos pequenos não são tão desprotegidos assim... acontece, um empurrão, tomar brinquedos e etc
    Mais de uma coisa é certa a primeira vez nunca esquecemos, bjs

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  15. Sabrina que texto lindo, sabe você se expressando super bem e contando a sua experiência, a forma que contou.. Enfim achei lindo.
    Penso da mesma maneira que você, inúmeras vezes a Dri chegou em casa com algum arranhão ou mordida dos coleguinhas, muito acoada.
    Eu por minha vez sempre perguntava também quem era a criança que havia feito aquilo com ela, e o porque, mas ela nunca sabia responder, então sempre tinha que perguntar as professoras.
    E elas acabaram me explicando que um dos coleguinhas estava largando a chupeta e por ser pequenininho e o mais novo da turma tinha essa mania de morder as outras crianças quando não davam o que ele queria. O outro coleguinha estava com problemas em relação a família, pois a mãe estava grávida e ele estava se sentindo deixado de lado, e estava se tornando uma criança agressiva.
    Enfim, a gente acaba se colocando no lugar daquelas mães, daquelas crianças e das professoras que ficam super nervosas para nos dar uma satisfação do que está acontecendo e com medo das nossas reações.

    Um beijo
    www.amaedadri.com

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  16. Ai esse negócio de mordida já aconteceu comigo, foi brabo! A escola não quis me contar quem foi para não ter problemas com os pais. Fiquei sem saber, mas a Ingrid chegou em casa dizendo que pediram desculpas para ela.
    E olha que foi na bochecha, bem perto do olho
    Beijos

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  17. Ai, meu pai!
    Passamos cada perrengue lá na escola por causa dessa fase sapequinha!

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  18. Meu filho foi por menos de 2 meses na escola, e ele entrou bem nessa épocas das mordidas... Fiquei também com o coração apertado, porque meu Vitinho nunca tinha mordido ninguém... Mas eu acabei tirando ele da escola, por outros motivos, mas as mordidas doeram em mim...
    Essa fase das mordidas, são fases, que logo passa... Mas para as mães, é mito difícil...
    Bjs
    Ju
    Mãe Sem Fronteiras.

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