Bater não educa ,só atrapalha!!

Pra você que ainda acha que uma palmadinha de vez em quando resolve...que bater ajuda a educar uma criança....confira essa reportagem da Revista Crescer:

"Como se não bastasse o próprio ato violento, mais um estudo aponta os males da palmada para o desenvolvimento das crianças. Pesquisadores da Universidade de Tulane, nos Estados Unidos, investigaram 2500 famílias e concluíram que crianças que apanham aos 3 anos tornam-se mais agressivas aos 5. A explicação é simples.

Como diz a psicóloga Rita Calegari, do Hospital São Camilo, aos 3 anos é a idade em que a criança está mais “madura”, pois ela adquire capacidade de controlar o cocô e o xixi e começa a fazer amizades com outras crianças (e não só a brincar sozinha). ”Tudo o que acontece a partir dessa idade é mais intenso do que em outra fase anterior. Por isso, se apanhar, a criança vai absorver como agressividade também”, afirma. Quando chegar aos 5 anos, há um outro salto no desenvolvimento infantil. A criança está mais forte fisicamente, tem mais habilidades motoras e uma vida social mais ativa, pois já frequenta a escola. “Assim, será mais fácil reproduzir o comportamento agressivo que ela tem como exemplo em casa”, afirma Rita.

Dificuldades de aprendizado

Além de tornar a criança mais agressiva, um outro estudo norte-americano mostrou mais uma desvantagem da palmada: crianças que apanham quando têm 1 ano de idade não só ficam mais agressivas aos 2, mas apresentam dificuldades de aprendizado aos 3. Essa pesquisa também concluiu que, por outro lado, punições verbais como broncas e sermões não causaram nenhum efeito negativo no desenvolvimento infantil.

Mas informação não é tudo. Apesar de muitos pais já se darem conta de que a palmada não é a melhor maneira de educar uma criança, a prática parece ser ainda bem frequente entre as famílias brasileiras, infelizmente. Em uma enquete realizada pelo Fantástico no último domingo, 69% dos pais afirmou que dá palmadas nos filhos. O resultado é bem parecido com o obtido em uma pesquisa que CRESCER realizou com leitores no ano passado, em que ficou claro que os pais tendem a achar que bater na criança é uma alternativa aceitável.

A ciência, por sua vez, está fazendo a sua parte em divulgar resultados e alertar as famílias. Mas sabemos que, muitas vezes, as crianças podem tirar você do sério. Confira algumas dicas que podem ajudar na hora de contornar situações que tiram você do sério:



Compreensão: Crianças aprendem as regras de acordo com o convívio. Testar limites faz parte desse aprendizado e os pais precisam ter uma certa flexibilidade na hora de reprimir os comportamentos indesejados. Autoridade não é autoritarismo.

Clareza nos limites: Não se deve reprimir uma atitude e, logo em seguida, permiti-la.Muitos pais esticam os limites até eles se tornarem insuportáveis. Só se dão conta disso quando batem na criança.

Bom humor: Transformar a manha em brincadeira pode ser uma boa saída. Logo a criança deixa aquele comportamento de lado.

Conter a agressividade com afeto: Abraçar o filho nos ataques de fúria pode ajudá-lo a se acalmar. Em seguida, os pais devem ser firmes e dizer em voz baixa que aquele comportamento é inadequado.

Procurar ajuda: Se os momentos em família estão virando uma guerra campal, um psicólogo pode ajudar a torná-los mais harmoniosos.
(Revista Crescer)


"Sei que as crianças tiram a gente do sério,testam de tudo quanto é jeito a nossa paciência,mas mesmo assim ainda pode nos dar mais alegrias do que raiva....não podemos perder a razão e partir para a agressão....nem que seja só um tapinha como costumam dizer...não faz muita diferença...a agressividade,a raiva que vem junto machucam da mesma forma....E não vale dizer que quando era criança apanhava e cresceu um adulto saudável....isso não cola !!!!




Comentários
1 Comentários

1 comentários:

  1. Mel
    Texto mto bem colocado.
    Incrível qm acha q com pancada vai educar filhos.
    Crianças estão no mundo para tratarmos com carinho e amor.
    Violência gera violência.
    A criança que apanha só aprende a bater.
    Não que a minha seja santa, mas aqui é na base da conversa
    Bjos

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